Música + Filmes; 'Amy', de Asif Kapadia (2015) (Torrent Download)



Música + Filmes; 'Amy', de Asif Kapadia (2015) (Torrent Download)

O início do documentário Amy, de Asif Kapadia, mostra cenas caseiras de uma então adolescente Amy Winehouse brincando com as amigas e se deliciando com um pirulito daqueles redondos. Aquela ingenuidade permearia toda a curta trajetória dessa grande cantora, que nos deixou de forma prematura. O filme traz o making of de uma estrela trágica sem rodeios.
Miss Winehouse é de uma era na qual a documentação de cenas caseiras tornou-se rotineira até para famílias de classe média baixa. Então, o diretor teve acesso a um material dos mais ricos, que soube aproveitar com maestria, dando vida a uma viagem intensa e nem sempre muito agradável pelos 27 anos de vida da cantora, compositora e musicista.
Além de reveladores filmes caseiros, também temos material extraído das entrevistas concedidas pela autora e intérprete de Rehab para programas de rádio e TV, nas quais sempre se mostrava direta, aberta e sem frescuras, embora em alguns momentos aparentasse ser vítima do uso excessivo de drogas, não falando coisa com coisa.


A incrível beleza e força de sua voz se mostrava desde criança, e progrediu a ponto de simplesmente encantar os dirigentes da gravadora Universal, quando ela foi contratada em 2003. No ano seguinte, lançou o álbum 
Frank, trabalho que a tornou extremamente badalada no Reino Unido e Europa, criando um clima de atenção em cima dela.
Seu envolvimento amoroso com Blake Field-Civil, com quem ficou casada durante três anos, ampliou seu envolvimentos com drogas, assim como sua incapacidade de lidar de forma tranquila com as consequências oriundas do sucesso comercial. O filme nos mostra que ela esteve próxima de sair de cena antes mesmo de gravar o álbum que a tornou um estouro mundial.
Felizmente, ou não, Back To Black saiu em 2006, e a partir daí o furacão Amy Winehouse tomou conta do mundo, especialmente dos EUA, onde o CD chegou ao segundo lugar na parada pop e vendeu milhões de cópias. Mais: rendeu a ela cinco troféus Grammy, o Oscar da música, em fevereiro de 2008. O cenário do seu fim precoce estava pronto.
A partir do sucesso de músicas maravilhosas e envolventes como Back To Black(“nossa, que final triste”, comenta ela, após gravar a canção com o produtor Mark Ronson), Rehab (tirando sarro dela mesma ter tentado uma internação para se curar dos efeitos gerados pelas drogas, sem sucesso) e Tears Dry On Their On, Amy ganhou as manchetes e também a perseguição da mídia e dos papparazzi, especialmente os britânicos.
O documentário flagra algumas dessas perseguições, e se chega às raias do insuportável para quem as vê na tela, imagine para a protagonista daqueles ataques à privacidade. Temos a cantora em alguns momentos peitando fotógrafos que a atingiram fisicamente, empolgados para ter registros escandalosos. Pior: a mídia ajudou a transformá-la em alvo de piadas cruéis e politicamente incorretas até a medula.
Era difícil para Amy para aguentar. Para onde olhasse, só tinha “amigos do alheio” ao seu redor. De um lado, fãs do tipo “olha lá, que legal, ela é muito doida”, similares a alguns que seguiram Raul Seixas e o curtiram pelas razões erradas. Do outro, gente a ridicularizando, como se ela fizesse aquelas presepadas por querer, e não por estar doente.
Para piorar, tinha a seu lado (a seu lado?) um pai, Mitchell, que sempre se preocupou apenas com o que a filha poderia lhe render em termos financeiros, sendo capaz de invadir por várias vezes um recanto em que a estrela tentava se refugiar do mundo hostil levando a tiracolo uma equipe de filmagem no melhor estilo “reality show picareta” para botar tudo no ar. O horror! Joe Jackson teve um “bom” seguidor, pelo visto…


Em meio a tudo isso, temos também a chance de ouvir ela mostrando seu imenso talento em interpretações de alguns de seus grandes hits, covers bacanas e mesmo o registro de seu encontro com o ídolo Tony Bennett, já perto do fim de sua curta vida, quando o mestre do jazz esbanja generosidade e paciência para com ela, que no fim arrasa em dueto com ele no standard 
Body And Soul, infelizmente lançado só quando a moça já não estava mais entre nós.
Amy (o documentário) pega leve com sua triste morte, apenas mostrando a remoção de seu corpo (devidamente coberto) e com algumas reações de fãs. As entrevistas com figuras fundamentais em sua trajetória, como os produtores, músicos e amigos, também nos ajuda a entender essa vida tão conturbada. A música incidental, a cargo de Antônio Pinto, é sublime, especialmente o tema tocado na parte dedicada à morte de Amy. De arrepiar!

(Por Fabian Chacur - http://www.mondopop.net/2015/09/documentario-sintetiza-bem-o-fenomeno-amy-winehouse/)
O Trailer;

Download;

Informações
  • Tamanho: 1.39 Gb
  • Tamanho: 5 Gb (BluRay)
  • BRRip, Avi/BluRay
  • Legendado
[BRRip] – Download
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A Trilha;

Tracklist;

01 Antonio Pinto: "Opening"
02 Amy Winehouse: "Stronger Than Me"
03 Antonio Pinto: "Poetic Finale"
04 Amy Winehouse: "What Is It About Men" [Live @ North Sea Jazz Festival]
05 Antonio Pinto: "Walk"
06 Amy Winehouse: "Some Unholy War" [Downtempo version]
07 Antonio Pinto: "Holiday Texts"
08 Antonio Pinto: "Kidnapping Amy"
09 Amy Winehouse: "Like Smoke" [Demo]
10 Amy Winehouse: "Tears Dry On Their Own"
11 Antonio Pinto: "Seperacao Fotos"
12 Strange Cargo: "The Name of the Wave"
13 Amy Winehouse: "Back to Black" [A cappella / Album Medley]
14 Antonio Pinto: "Cynthia"
15 Amy Winehouse: "Rehab" [Live on Jools Holland]
16 Antonio Pinto: "In the Studio"
17 Amy Winehouse: "We’re Still Friends" [Live @ Union Chapel]
18 Antonio Pinto: "Amy Lives"
19 Amy Winehouse: "Love is a Losing Game" [Live @ Mercury Awards]
20 Antonio Pinto: "Arrested"
21 Amy Winehouse & Tony Bennett: "Body and Soul"
22 Antonio Pinto: "Amy Forever"
23 Amy Winehouse: "Valerie" [Live @ BBC]


Playlist no Open Spotify (Audição online)

Mais informações;

Wikipedia (Filme)
Wikipedia (Trilha)

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