Discoteca Básica; 'Steppenwolf', Steppenwolf (1968)


Discoteca Básica; 'Steppenwolf', Steppenwolf (1968)

Em sua autobiografia, J ohn Kay diz: "estávamos encurralados numa sufocante imagem de uma banda de motoqueiros machões". O estrondoso sucesso da canção "Bom To Be Wild", de certa forma, ofuscou a decisiva obra do quinteto Steppenwolf.
Mas nunca é tarde pará redescobrir que, ladeando um tesouro musical - que se alinhou como um hino de escapismo de uma época que despontava a guerra do Vietnã, os assassinatos de John Kennedy e Martin Luther King,mais a ascensão de Richard Nixon -,residia um autêntico oceano de maestria.


Criado a partir das cinzas do Sparrow,grupo que de 65 a 67 vestiu o blues e o folk nas mais chapadas improvisações,o Steppenwolf era pilotado através da voz gutural de Kay (nascido em 44 na cidade de Tilsit, na ex-Alemanha Oriental, e exilado no Canadá a partir de 58). 

O grupo lançou 21 compactos, nove álbuns originais, um disco ao vivo e quatro compilações. De 67 a 72, eles gravaram álbuns prolíficos (como Seven), conceituais ( For Ladies Only) e políticos (Monster). E de 74 a 76, registraram esquecidas pérolas (vide Slaw Flux), mas nada tão contundente quanto o primeiro álbum - Kay depois diria que eles jamais conseguiram recuperar o raw saund daquele disco.
Pura verdade. A bateria de Jerry Edmonton, os teclados de Goldy Mc J ohn, o baixo de Rushton Moreve e a guitarra de Michael Monarch, junto à garganta de ferro de Kay, profetizavam diretrizes para o heavy rock, enaltecendo e tranfigurando o blues e - como decór - se lançando numa psícodelia ocasional e cáustica. A parte a imortal "Bom To Be Wild" (composição do ex-Sparrow Mars Bonfire, irmão de Jerry), haviam ainda recriações de clássicos ("Hoochie Coochie Man”,de Willie Dixon),resgate de gênios obscuros (“The Pusher”,controversa ode à maconha,de Hoyt Axton),baladas existenciais(“Desperation”,que se transformou na mais brilhante cover do Humble Pie) e até pop psicodélico(“A Girl A Knew”).

Também foi neste álbum que Kay se afirmou como um real militante da contracultura. O meio-ambiente ("The Ostrich"), a liberdade ("Berry Rides Again") e o inconformismo ("Take What You Need") eram as pautas deste obstinado justiceiro que, mesmo na pior fase da sua vida - de 80 a 84, quando diversos impostores e ex-integrantes regurgitavam para se apropriar do nome do grupo -, defendeu a qualquer custo a sua imaculada concepção: um animal chamado Steppenwolf.   

Fernando  (Revista Bizz, edição 119, Junho de 1995)

Tracklist;

01. Sookie Sookie

02. Everybody’s Next One

03. Berry Rides Again
04. Hoochie Coochie Man
05. Born To Be Wild
06. Your Wall’s Too High
07. Desperation
08. The Pusher
09. A Girl I Knew
10. Take What You Need
11. The Ostrich




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