Música para Sentir; 'O Caminho do Bem', Tim Maia (1976)


Música para Sentir; 'O Caminho do Bem', Tim Maia (1976)

Você acredita em sorte?


Não? Talvez deveria...

E se sim, como você á encara?

Como algo que está presente quando não esperamos, ou como algo que nunca está lá quando queremos?

Eu sou um quase-agnóstico convicto. Nunca levo crendices á sério, e a sorte pra mim, é mais uma delas.

Mas, como explicar as variações que ocorrem no nosso dia-a-dia, que sempre e incondicionalmente, dependem dela...

Exemplos? Bem, vamos lá...

Aquela grana que você guarda e de repente, tem que gastar com algo que você não esperava. O trabalho que você se mata mas nunca agrada. Encontrar a pessoa certa mas não conseguir ama-la. Isso é sorte? Hmmm...

Acho que no final das contas, só usamos isso como desculpa, para parecer algo sobrenatural e fora do nosso controle. Já que se está fora do nosso alcance, não é nossa culpa, certo?

Fugimos de responsabilidades e culpas. Obviamente, sempre quando ela nos remete diretamente. Infelizmente, isso acaba me tornando um esteriótipo do 'loser', não jogando e não perdendo. Isso vale?

Eu sempre penso na culpa como sendo minha e isso acaba facilitando por um lado, já que, quase sempre, é minha culpa e quando não é a certeza é tanta que minha cabeça fica livre. Mas ao mesmo tempo, o peso do pacote de 10 quilos é muito grande para os meus ombros curvos. Se todos pensassem primeiro no próximo, algo mudaria.

Não sou santo, mas não quero ser injusto. A ironia da minha personalidade já é o suficientemente ácida para metralhar um exército, e não preciso mais de arrependimentos para manter meus pés no chão.




This entry was posted on 28 de abr de 2016 and is filed under . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.

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