Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2015

Eu Estava Lá... Céu (Citybank Hall, São Paulo - 12/08/2010)

Imagem
Eu Estava Lá... Céu (Citybank Hall, São Paulo - 12/08/2010) Há alguns meses, eu e minha esposa estamos viciados no segundo disco de Maria do Céu, ou só Céu. "Vagarosa", lançado em 2009 é o que eu posso chamar de "Nosso Trip Hop"; Mescla muito Dub, Reggae e Samba com batidas de Jazz e scratches de Hip Hop. Sua voz, que por muitas vezes escorrega para mais um clone de Elis Regina, foge desesperadamente desse meio comum justamente nesses estilos. Não é MPB comum. Pode ficar tranquilo... Ontem foi o primeiro show dela em São Paulo depois de uma turnê pelo exterior e a casa estava falsamente lotada, já que uma das partes estava fechada e mesas e cadeiras davam a sensação de lotação. Se todos pudéssemos ficar de pé, com certeza teríamos ficado todos bem de frente a cantora. Coisa que teria sido muito bom... Explico; Céu é desajeitadamente sexy. Ainda mais num apertado mini-vestido. Os cabelos desgrenhados e a voz de veludo aumentam o clima de sedução. Ela

Discoteca Básica; 'Warehouse: Songs and Stories', Hüsker Dü (1990)

Imagem
Discoteca Básica; 'Warehouse: Songs and Stories', Hüsker Dü (1990) Uma grande banda que acaba antes da decadência e ainda faz uma obra-prima no último disco.Sonho de roqueiro obsessivo? Não,existiu o Hüsker Dü. Warehouse: Songs And Histories saiu em 1987. O Dü foi para turnê, o empresário (David Savoy, um daqueles caras que colocam a tranqueira no furgão) se matou, o trio de Saint Paul (Estados Unidos) descobriu que não se topava mais e o óbito chegou. Mas em Warehouse, eles mandam bala naquilo que, os Pixies souberam trabalhar depois - e que o Nirvana incorporou para se tornar a maior banda do mundo(em 1991,Bob Mould recusou o convite do então verdinho Kurt Cobain para produzir nevermind.Sobrou para Butch Vig). Desde 1979, o Dü capitaneava a legião “vamos-lá-na-raça" do rock, independente.Os primeiros discos do trio formado por Bob Mould (guitarra, vocais), Grant Hart (bateria, vocais) e Greg Norton (baixo) não passavam de coices hardcore - em Land

Shows Completos; PJ Harvey, The BBC4 Sessions, Live at St. Lake's Church - 24/08/2004

Imagem
Shows Completos; PJ Harvey, The BBC4 Sessions, Live at St. Lake's Church - 24/08/2004 Pra comemorar o lançamento de 'The Hop Six Demolition Project', novo álbum da musa da casa, PJ Harvey, vamos rebuscar uma apresentação de 2004, ano de sua primeira e última visita no Brasil, quando da turnê do álbum 'Uh Huh Her'. Detalhe para o guitarrista daquela fase, Josh Klinghoffer, atual guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Confira Set List; 1. Meet Ze Monsta 2. Dress 3. The Letter 4. Who The Fuck ? 5. Evol 6. Shame 7. A Perfect Day Elise 8. Victory 9. The Life And Death of Mr. Badmouth 10. The Whores Hustle & The Hustlers Whore 11. It's You 12. Taut 13. The Darker Days of Me And Him 14. Uh Huh Her 15. Big Exit

Música + Cinema; 'A Todo Volume' (2008)

Imagem
'A Todo Volume'  ('It Might Get Loud') Dirigido e Escrito por Davis Guggenheim O intuito do documentário é elucidar toda a mística que envolve o instrumento e a paixão que o mesmo desperta em todos que a empunham. Mostra desde o início do interesse de cada um pela guitarra e seus atrativos, até suas preferências por sons, como desenvolveram seus estilos de tocar, seus equipamentos preferidos, influências, métodos de composição e tudo mais. Logo no início do documentário, são mostrados os três, saindo de suas casas, cada um num carro, contando suas expectativas sobre o encontro com os outros dois guitarristas. Page fala sobre como Edge e White são caras de timbre único, com muita personalidade. O documentário circula entre o encontro entre os três, onde fazem algumas jams, com takes de cada um ouvindo música, tocando algumas coisas e mostrando suas raízes como instrumentistas. Já de cara, entendemos o porquê da escolha do trio, pois cada um tem um est

Disco da Semana; 'The Suburbs', Arcade Fire (2010)

Imagem
Disco da Semana; 'The Suburbs', Arcade Fire (2010) Obras de arte são difíceis de serem feitas. Existem muitos pré-requisitos, como circunstâncias temporais, por exemplo. Quadros eram apreciados, óperas eram escritas para a nobreza, bancadas por ela. Com o cinema, os clássicos vem morrendo por causas das distrações. Ir ao cinema é um ritual, onde, num ambiente escuro e silencioso, nos focamos apenas a apreciar uma forma de arte. Hoje, celulares tocando a todo momento e o conforto das TV's á cabo em HD estão matando o prazer de se sair de casa e reverenciar o trabalho de alguém. E com a música isso também está acontecendo. Discos, ou pelo menos a ideia de juntar um punhado de canções e lançadas em um formato físico, que pode ser comprado e saboreado como uma forma de arte, ler as letras, ver as fotos ou a arte conceitual dele, estão mortos. Quem, hoje em dia, na era das oportunidade tecnológicas, paga por cultura é saudosista. E quanto menos pessoas

Discoteca Básica; 'Maria Fumaça', Banda Black Rio (1977)

Imagem
Discoteca Básica; 'Maria Fumaça', Banda Black Rio (1977) Tio Sam ainda confundia samba com rumba naquela época, mas a tal mistura de chiclete com banana cantada por Jackson do Pandeiro - e posteriormente por Gilberto Gil - ganhou a sua melhor expressão na Banda Black Rio. Samba, funk, jazz, gafieira: uma arrebatadora simbiose sonora como poucas vezes se ouviu no Brasil. Exatos vinte anos depois, Maria Fumaça, álbum de estréia do grupo, continua insuperável. Tanto que agora, nos anos 90, DJs e músicos londrinos da cena acid jazz descobriram seu som. A Band Black Rio é uma das fontes onde beberam grupos como Incognito, Brand New Heavies e James Taylor Quartet, que vagam nas ruas de Portobello Road, em Londres, à procura de álbuns da trupe carioca. Pena que a Black Rio tenha encerrado suas atividades em 1984, quando seu fundador e mentor, o saxofonista Oberdan Magalhães, morreu num acidente de automóvel. No Brasil, apesar de cultuada por alguns poucos, a b