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Mostrando postagens de Julho, 2017

Discoteca Básica; 'The Dark Side of the Moon', Pink Floyd (1973)

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Discoteca Básica; 'The Dark Side of the Moon', Pink Floyd (1973)


Polêmico, este disco. Gravita entre a absoluta adoração de sues fiéis e a crítica não menos feroz dos seus detratores. É bom sinal. Será mesmo a Grande Obra de Roger Waters (baixo, vocal), Rick Wright (teclados), David Gilmour (guitarra, vocal) e Nick Mason (bateria)? Alguns poderão preferir "The Piper at the Gates of Dawn", de 1967, o primeiro LP da banda, quando seu líder era um louco iluminado e genial chamado Syd Barrett, ou ainda Ummagumma, de 1970, a soma definitiva do rock psicodélico. Quem sabe os mais de 20 milhões de cópias de "Dark Side..." vendidas no mundo inteiro e sua permanência por 630 semanas consecutivas nas listas dos mais vendidos da Bilboard - recorde absoluto - possam ratificar essa escolha.

Mesmo que as más-línguas digam que muitos o adquiriram apenas para testar a estéreo-quadrifonia de seu equipamento de som... o que não deixa de ser um elogio, de certa forma.


Foram oito…

The 50-Song Project # 11 : 'Where the devil makes us sin, but we like it when we're spinning in his grip...'

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The 50-Song Project # 11 : 'Where the devil makes us sin, but we like it when we're spinning in his grip...'
01. 
'Raw Milk', Parquet Courts
02. 'Do You', Spoon
03. 
'When I Knew', Eleonor Friedberger
04. 'Chloe', Grouplove
05. 'Sundress', Ben Kweller 06. 'Born In'69', Rocket From The Crypt 07. 'Boys In The Wood', Black Lips 08. 'You've Got Something', The Jungle Giants 09. 'Isabel', Baxter Dury 10. 'Your Love Is Killing Me', Sharon Van Etten 11. 'Sisters', The Raveonettes 12. 'Fade Away', Best Coast 13. 'California', Mazzy Star 14. 'Tom Tom', The Hundred in The Hand 15. 'Gold', Gangi 16. 'Rebirth', Yuck 17. 'In The Lurch', Antemasque 18. 'Submerge', Come 19. 'Cecilia Ann', The Surftones 20. 'Crushin', A Sunny Day In Glasgow 21. 'The Riverbed', Owen Pallett 22. 'Columbus', Snowmine 23. 'And Tonight', Lily &am…

Eu vi... Tributo a Legião Urbana com Wágner Moura (São Paulo, 30/05/2012)

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Eu vi... Tributo a Legião Urbana com Wágner Moura (São Paulo, 30/05/2012)

Legião Urbana... Legião Urbana... Wágner Moura... Legião Urbana... Renato Russo... Blá, Blá, Blá...
Assisti a reprise da primeira apresentação de duas (esgotadas) perfomances no capenga Espaço das Américas em São Paulo já com dois pés atrás,  e o que resta são piadas prontas e dúvida.
Foi constrangedor? Foi. 
Foi bacana ver tanta gente se divertindo? Foi, também.
Ouvir as canções da Legião depois de tantos anos também foi legal? Sim, claro... Desde que elas realmente tivessem sido cantadas.
Fico na dúvida se Wágner Moura teve culhões ou falta de senso, mas de uma coisa eu não tenho dúvida; Foi um erro mexer na obra da banda de maneira tão simplória.
Os  dois remanescentes do espólio legionário, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, não conseguiram emplacar desde a morte de Russo em 96 e vivem da eterna aura cult que a banda ganhou, mesmo depois de tanta popularidade, que no Brasil é praticamente um atestado de ruindeza. Nã…

Disco da Semana; 'Currents', Tame Impala (2015)

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Disco da Semana; 'Currents', Tame Impala (2015)

Não demorou quase nada para que o Tame Impala tomasse um avião para fora da Austrália e começasse a ocupar palcos cada vez maiores e mais importantes na Europa, nos Estados Unidos e até na América do Sul (embora não tenham se apresentado ainda para uma vultuosa plateia em terras brasileiras, já fizeram três shows por aqui). Antes de saírem da Austrália, a internet contribuíra para que as músicas de Innerspeaker (2010) ganhassem admiradores da volta psicodélica ao rock que o álbum propunha.
Foi em um festival de verão americano, exibido pelo YouTube, que vi o Tame Impala ao vivo pela primeira vez. De cabelos soltos colados no rosto por causa do vento, com um belo timbre de voz e os sons viajantes da turnê de Lonerism (2012), Kevin Parker, o frontman da banda, lembrava muito um jovem David Gilmour tocando e cantando para ninguém no clássico show do Pink Floyd nas ruínas italianas de Pompéia. E há algo de Pink Floyd mesmo no som do Ta…

Shows Completos; Arcade Fire, Lollapalooza, Grant Park, Chicago, IL, USA, 06/08/2017

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Shows Completos; Arcade Fire, Lollapalooza Chicago, 06/08/2017
O Arcade Fire continua, mesmo com muitas críticas negativas sorbe seu último álbum, sendo uma das bandas mais bacanas do momento. Não sossegam no mesmo lugar e tentam entrar no mainstream pela porta da frente sem perder a alma.
Confira;
00:00:06 Everything Now (Continued) - intro
00:02:05 Everything Now
00:07:19 Rebellion (Lies)
00:12:31 Here Comes the Night Time
00:19:46 Signs of Life
00:25:17 Electric Blue
00:29:41 No Cars Go
00:36:03 Keep the Car Running
00:40:37 The Suburbs
00:45:47 The Suburbs (Continued)
00:47:04 Ready to Start
00:51:39 Neighborhood #1 (Tunnels)
00:56:47 Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
01:02:40 Reflektor
01:09:49 Afterlife
01:15:23 Creature Comfort
01:21:09 Neighborhood #3 (Power Out)

01:29:37 Wake Up
01:35:54 Mind Games (John Lennon cover)


Discoteca Básica; 'Closer', Joy Division (1980)

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Discoteca Básica; 'Closer', Joy Division (1980)
O Joy Division influenciou de maneira definitiva o rock da década de 80. A força de sua música consistia em resgatar o espírito soturno de preciosas antigüidades como Doors, Velvet e Stooges e aliá-lo ao som inovador feito por Bowie (na fase alemã) e Kraftwerk nos anos 70. Tudo isto dentro de um estilo próprio que, a princípio, lidava com elementos do punk, e depois evoluiu para uma espécie de antítese de heavy metal mesclada a sons sintetizados. Através de componentes sonoros "normais" e despojados, eles transformavam a soma de pequenas partes em um grande todo. 
Ian Curtis (voz), Bernard Albrecht, ou Sumners (guitarra e teclados), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) jogavam a última pá de terra sobre o romantismo do rock. Não há resquícios de "paz, amor e esperança" nas letras de Ian Curtis. Elas são apenas observações sobre a condição humana em um mundo dominado pela miséria e o desespero. 


Para forj…

The 50-Song Project # 10 : 'Lost on a Silent Planet... Another Atmosphere'

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The 50-Song Project # 10 : 'Lost on a Silent Planet... Another Atmosphere'

01. 'Please Ask For Help', Telekinesis 02. 'Back and Forth', Operator Please 03. 'Nightclub', Balthazar 04. 'Statuesque', Sleeper 05. 'Gonna Be Sick', The Do 06. 'Breezeblocks', Alt-J 07. 'Texico Bitches', Broken Social Scene 08. 'Can This Be', The Wipers 09. 'Private Caller', Sondré Lercher 10. 'The Missing Year', Nightmare & The Cat 11. 'New York City Hotel Blues', Margot & The Nuclear So and So's 12. 'Friday Night Don't Ever Let It End', Spector 13. 'My Maker', Heartless Bastards 14. 'Light It Up!', Blood Red Shoes 15. 'R U Mine?' (Live), Arctic Monkeys 16. 'Fever Dreaming', No Age 17. 'Hunger', Frankie & The Heartstrings 18. 'Go Between', The Modern Superstitions
19. 'Dreaming of Another World', Mystery Jets
20. 'Hey Boy', Magic Kids
21. '…

Música + Livros: Jim Morrison - Ninguém Sai Vivo Daqui, de Jerry Hopkins

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Música + Livros: Jim Morrison - Ninguém Sai Vivo Daqui, de Jerry Hopkins 
Todos que desejam conhecer as entranhas do mundo do Rock’n Roll certamente passarão pelo The Doors, principalmente por ter Jim Morrison como vocalista. Controverso e absolutamente genial, Jim acrescenta poesia ao conceito de “Sexo, drogas e Rock’n Roll”. Na biografia Jim Morrison – Ninguém sai vivo daqui, de Jerry Hopkins e Danny Sugerman, eles escancaram a vida de um dos artistas mais icônicos e complexos da história da música. Morrison era apenas um homem que queria explorar ao máximo os limites do seu corpo, de sua mente e alma, e que as “extravagâncias” feitas por ele, eram apenas consequência daquilo que queria saborear da vida. O livro disseca músico em todos os sentidos. Ele mostra toda vulnerabilidade de um astro do rock que queria ser mais do que um vocalista de uma banda consagrada. Morrison não era apenas um músico, ele era poeta e cineasta (Formado pela Universidade de Los Angeles, UCLA), em certo mome…