Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2015

Desconstruindo o Pop! Playlist # 7 : 'If You Ever Change Your Mind About Leaving All Behind'

Imagem
Desconstruindo o Pop! Playlist # 7 : 'If You Ever Change Your Mind About Leaving All Behind'

Música para Sentir; 'Phat Planet', Leftfield (1999)

Imagem
Música para Sentir; 'Phat Planet', Leftfield (1999) O meu pulso acelera. O sangue não é mais frio. A fumaça me alimenta... A cabeça gira. O coração pesa. As pernas correm para o lugar mais são do mundo. Caos de gente. Mar de suor. Milhares de luas piscando ao mesmo tempo. Todos num só movimento. Eu não vou parar... Eu não vou parar... Deixe a vida pra lá. Não temos dono, não pertencemos á ninguém... A minha viagem é para o meu interior. Pule! Corra! Pule! Corra! Pule! Corra! Meus olhos não enxergam você. Meu corpo não responde. Minha cadência é sincopada. Meu final é com alguém que não conheço. O sexo. O amor. O sexo com amor. O amor sem sexo. Sexo. Sexo... Grite até sua voz acabar! Grite até Deus chegar! Respire a fumaça... Respire a fumaça! O corpo capota. A água acaba. O céu clareia. A vida é igual novamente...

Discoteca Básica; 'The 2 Tone Collection: A Checkered Past', Compilação, (1993)

Imagem
Discoteca Básica; 'The 2 Tone Collection: A Checkered Past', Compilação, (1993) Mistura de selo independente e organização não-governamental, composto de bandas multirraciais,  o 2 Tone foi a arma encontrada pelos adolescentes ingleses para torpedear a onda de racismo - leia-se skinheads - e o governo mão-de-ferro de Margaret Thatcher. "Este é basicamente um lugar em que o preto e o branco brincam juntos", define Pauline Black, vocalista do Selecter. A história do movimento está em A Checkered Past - The 2 Tone Collection, CD que reúne todos os singles lançados pelo selo, de 1979 a 1986. Musicalmente, a receita do 2 Tone fundia a energia primal gerada pelos punks ingleses com o balanço do ska - ritmo que ferveu a Jarnaica nas décadas de 50 e 60 e que se mudou de mala e cuia para a Inglaterra. Com a posse dos ingredientes, faltava um mestre-cuca para a receita não desandar. E ele apareceu sob a forma do tecladista Jemy Dammers. Dammers mo

Eu Vi... "Cidade de Deus" de Fernando Meirelles (2002)

Imagem
Eu Vi... "Cidade de Deus" de Fernando Meirelles (2002) Existe várias formas de nós encararmos 'Cidade De Deus'; Um relato, um testemunho, uma revolução, um martírio, um oportunismo. UM PUTA FILME... Sim, quer queiram ou não, o filme é tudo isso, de bom e de ruim, de acertos e tropeços. Transforma o drama de uma chaga aberta no Brasil há anos em um veículo videocliptíco das mazelas, das bondades, das vidas incomuns, como a de uma pessoa que nasceu presa na sua própria incapacidade de melhorar, e nas histórias cotidianas de quem só quer ser alguém na vida. O ritmo dita a sua emoção. No começo, com todo tipo de escudo preparado para vermos um filme violento e sério, somos jogados á uma história leve, romântica, por demais engraçada ás vezes. Quando nos acostumamos com esse ritmo, vemos aquela pobre criança ranhenta implorando pelo o que não conhece. Vemos a vida do comparsa do vilão ser tirada só por ele ser pentelho (e como era...). Onde está a risada agora?

Disco da Semana; 'Diamond Dogs', David Bowie (1974)

Imagem
Disco da Semana; 'Diamond Dogs', David Bowie (1974) Os jovens que acreditam que Lady Gaga inventou as regras para fazer um disco megalomaníaco certamente não ouviram este disco de  David Bowie  com a devida atenção! Se é que ouviram ou sabem da importância de Bowie para a música do planeta…  Diamond Dogs , lançado pelo astro inglês em 24 de Abril de 1974, não é apenas uma das maiores pirações musicais de Bowie, mas também se trata de um dos discos mais comentados de toda a história da música! Antes de apontar os mitos e os fatos em torno deste clássico que completa 40 anos neste mês de abril, é preciso pensar o seguinte: qual era a pele que revestia o camaleão em 1974? Bowie tinha “assassinado” Ziggy Stardust em cima do palco do Hammersmith Odeon, em julho de 1973. Gravou um delicioso disco de covers ( Pin-Ups ) para tentar se livrar do alienígena-personagem que encarnara com tamanha perfeição.   Hunky Dory   e   The Man who Sold The World   já tinham se tornado fi

Discoteca Básica; 'What's Going On?', Marvin Gaye (1971)

Imagem
Discoteca Básica; 'What's Going On?', Marvin Gaye (1971) Quando, em 85, o staff do NME elegeu este "O Melhor LP de Todos os Tempos", houve alguma surpresa e nenhuma contestação. Afinal, a primeira coisa que se pode dizer sobre o disco é que nunca houve tamanha síntese - gospel, rhythm'n'blues, jazz e doo-wop na mútua fertilização de uma soul music 24 quilates e 1.001 filigranas. Marvin Gaye atravessara a década de 60 como um curinga no celeiro/linha-de-montagem da Motown - além de gravar como cantor, participava aqui e ali como compositor, arranjador, produtor e instrumentista (além de piano, toca bateria em vários dos hits das Supremes). Todos os contratados da gravadora tinham, porém, de se encaixar no rígido molde pop ditado e concebido por Berry Gordy Jr. Do repertório ao vestuário, passando por aulas de dicção e "boas maneiras", todas as "arestas" de negritude eram aparadas em nome de um romantismo platônico e doce (ma