Favoritos da Casa; Os Discos de 2015


Favoritos da Casa; Os Discos de 2015

Dando continuidade a nossa retrospectiva de final de ano, que começou terça com a primeira parte das bandas novas que saíram no site nessa temporada, e ontem, com a primeira parte da lista com as cinquenta músicas do ano, hoje vamos com os discos de 2015. Eleição dura e disputadíssima. Pelo menos trinta discos espetaculares e de alta rotação por aqui. Vamos aos dez selecionados como favoritos da casa;



10. 'Music Complete', New Order

Finalmente (e sem Peter Hook galopando no contra baixo), o NO consegue fazer seu dance-rock pioneiro retornar aos braços da novidade, fazendo jus ao legado de lendas  de Manchester que são. Um conjunto de canções continuamente surpreendente, e seu melhor desde 'Republic', de 93!.

Tracklist;

  1. 01. Restless
  2. 02. Singularity
  3. 03. Plastic
  4. 04. Tutti Frutti
  5. 05. People On The High Line
  6. 06. Stray Dog
  7. 07. Academic
  8. 08. Nothing But A Fool
  9. 09. Unlearn This Hatred
  10. 10. The Game
  11. 11. Superheated




09. 'Depression Cherry', Beach House

Muitas vezes o quinto álbum do Beach House soa como nada que eles fizeram antes. Há ruído sintéticos e algum suingue de bateria eletrônica, com deformadas harmonias suaves a lá Cocteau Twins. As baladas frágeis que caracterizam seu som, juntamente com as guitarras psicodélicas e distorcidas, percussão que vem de fora como um metrônomo. Victoria Legrand e Alex Scally flutuam sobriamente sob uma piscina cristalina de melancolia.

Tracklist

1. Levitation
2. Sparks3. Space Song4. Beyond Love5. 10:37
6. PPP

7. Wildflower
8. Bluebird
9. Days of Candy





08. 'Sprinter', Torres

Em seu segundo álbum, Machenzie Scott atravessa seus demônios com uma bíblia na mão. E com Rob Ellis, um dos mais antigos parceiros de sua musa, PJ Harvey, como seu parceiro, ela solta suas história, ora complexas e tocantes, ora quase incompreensíveis fora de contexto, em canções que saem diretamente da linha temporal noventista, especificamente dos dois primeiros albums da já citada Polly Harvey, 'Dry' e 'Rid of Me'.

Quando Scott pode encontrar o equilíbrio certo entre estes elementos escuros e introspectivos, ela atinge o nirvana, como em "New Skin",a faixa título do álbum e 'Strange Hellos'.  Onde quer que ela poderia estar em sua própria jornada pessoal, seus registros são como alguém se aproximando a cada momento de sua verdade definitiva.

Tracklist

01. Strange Hellos
02. New Skin
03. Son, You Are No Island

04. A Proper Polish Welcome
05. Sprinter
06. Cowboy Guilt
07. Ferris Wheel
08. The Harshest Light
09. The Exchange





07. 'The Magic Whip', Blur

O retorno do Blur é  uma espécie de pequeno milagre. Dezesseis anos desde que todos eles tocaram juntos em um álbum e o velho fogo não se apagou. A partir do revivalismo Britpop de "Lonesome Street" para a majestosamente gelada "Pyongyang" e praiana "Ong Ong", ele entra deliciosamente no cânone da banda. The Whip Magic é peculiar, enigmático, pitoresco, tolo, empolgante e absolutamente adorável. É bom tê-los de volta e atirando para todos os lados.

Tracklist;

1. Lonesome Street
2. New World Towers3. Go Out

4. Ice Cream Man
5. Thought I Was a Spaceman
6. I Broadcast

7. My Terracotta Heart
8. There are Too Many of Us
9. Ghost Ship
10. Pyongyang
11. Ong Ong
12. Mirror Ball





06. 'What Went Down', Foals

Algumas bandas atirar para o alto, para qualquer lado, e o que volta é algo bom. E as vezes brilhante. Outros lutam por anos antes de finalmente conseguir um avanço. Com o Foals, Cada registro é uma afirmação de seu potencial, em poucos passos na direção certa. 'Holy Fire', de 2013, já era um monstro cuspidor de fogo em plena forma, mas foi principalmente definido 'Inhaler' e 'My Number ", duas músicas que levantam a barra para uma altura ridícula. Acontece que eles não são estagnaram a esse respeito. Gravado em um moinho do século 19 no sul da França, o novo álbum pensa maior e bate mais forte do que seus antecessores. Mas ainda é definida por dois movimentos de abertura angustiante; sua faixa-título e a voraz 'Mountain At My Gates. Eles voltaram a encontrar um equilíbrio entre confiante e o aberto. Poucas bandas dessa geração tem uma coleção como a do Foals, e o futuro é promissor.

Tracklist

01. What Went Down
02. Mountain at My Gates03. Birch Tree

04. Give It All
05. Albatross
06. Snake Oil
07. Night Swimmers
08. London Thunder
09. Lonely Hunter
10. A Knife in the Ocean





05. 'Born in the Echoes', The Chemical Bothers

"O futuro? Eu vou ver você lá!" Estas palavras vêm do meio do mais recente álbum dos sobreviventes da música eletrônica, os Chemical Brothers. Poderia ser apenas um aceno sobre a sua influência sobre o crescimento da música eletrônica no cenário Pop mundial desta década. Em meados da década de 1990, tudo caminhava para o que veio acontecer só agora; O enterro da guitarra em termos de música popular. Porém, havia algo de realmente artístico naquela época que hoje já não existe mais, o que faz 'Born in the Echoes' uma pária se comparado a qualquer nome da cena da Dance Music atual..  E eles ainda estão por aí. Eles merecem tripudiar todo mundo com seu sorriso de beirada de rosto.

Chegamos ao ponto da nostalgia eletrônica. Um duo com mais de vinte anos de estrada fazendo música que ainda soa vigorosa e vital. E será sem envelhecer por mais algum par de anos.

Tracklist

01. Sometimes I Feel So Deserted
02. Go
03. Under Neon Lights
04. EML Ritual
05. I’ll See You There
06. Just Bang
07. Reflexion
08. Taste Of Honey
09. Born In The Echoes
10. Radiate
11. Wide Open




04. 'Star Wars', Wilco

Depois de dois álbuns onde o Wilco era o Wilco, porém com um senso mais agregador, 'Star Wars', o álbum lançado repentinamente de graça online, traz de volta os tons esquizofrênicos da personalidade de Jeff Twendy & Cia. Canções curtas, intrincada, apaixonadas e non-sense ao mesmo tempo. O disco rapidamente desenvolve a sua personagem sonora, e se ele deve ter um rótulo, krautrock é suficiente. Por um lado, estas são as mais compactas canções Wilco em anos. Uma coalisão entre o Blues de doze compassos e o Punk Rock. Camadas aparentemente intermináveis em linho fino. Como os devaneios que o Velvet Underground já proporcionou.

Tracklist;

01 EKG
02 More...03 Random Name Generator

04 The Joke Explained
05 You Satellite
06 Taste the Ceiling
07 Pickled Ginger
08 Where Do I Begin
09 Cold Slope
10 King Of You
11 Magnetized






03. 'Goon', Tobias Jesso Jr.

"Hollywood", a peça central do álbum, oferece um conto preventivo para aqueles extasiados com as luzes brilhantes, enormes outdoors e a possível fama fácil . "Acho que vou morrer em Hollywood", canta Jesso, que passou alguns dos seus vinte anos tentando se tornar um grande  compositor pop em L.A..  É uma canção sombria sobre a falha, escrita por um cara que vem aos termos com suas próprias ilusões juvenis.

Porém, os seus anos como compositor wannabe não foram infrutífero;  Ao longo do álbum, ele aborda temas que não conhecem data de validade;  Desejo, desgosto, traição, com arranjos e melodias que Paul McCartney poderia cobiçar. Na verdade, esses devaneios sem vergonha de um tolo apaixonado acabaram por se realizar; Ele acaba de compor o novo single de Adele 'When We Were Young'. As histórias de Hollywood não são todas tristes, no final das contas.

Tracklist;

01 Can’t Stop Thinking About You
02 How Could You Babe?
03 Without You

04 Can We Still Be Friends?
05 The Wait
06 Hollywood
07 For You
08 Crocodile Tears
09 Bad Words
10 Just A Dream
11 Leaving LA
12 Tell The Truth





02. 'Sound & Color', Alabama Shakes

Uma cápsula do tempo com alma pode definir o novo e aguardadíssimo trabalho do Alabama Shakes. A banda ainda mostra as suas raízes, Brittanny Howard ainda rasga a garganta para mostrar seu coração, mas agora, tudo soa mais sofisticado e ousadamente lento e climático. O trabalho de produção também consegue extrair diferentes abordagens dando cores inusitadas ao espectro de tudo. Já estava na hora de alguém olhar de uma maneira diferente para a Soul Music.

Tracklist:

01. Sound and Color
02. Don’t Wanna Fight

03. Dunes
04. Future People
05. Gimme All Your Love
06. This Feeling
07. Guess Who
08. The Greatest
09. Shoegaze
10. Miss You
11. Gemini
12. Over My Head





01. 'Sometimes I Sit and Think and Sometimes I Just Sit', Courtney Barnett

Courtney Barnett tem a estranha habilidade de tornar um tópico tão mundano quanto olhar para o teto em um mundo palpável. Ela é como um Kurt Cobain sem as neuroses e angústias. Guitarras barulhentas e pouco vistosas, realizadas com uma confiança descontraída são como pequenos dioramas que você pode entrar e sair à vontade. As letras sarcásticas de Barnett e seu humor cáustico a fazem um porta-voz perfeito dessas meninas que querem tudo... Ela pôde não querer um pedestal, mas não há muitos compositores que fazem melhor uso dele.

Tracklist

1. Elevator Operator
2. Pedestrian At Best
3. An Illustration Of Loneliness (Sleepless in New York)

4. Small Poppies
5. Depreston
6. Aqua Profunda!
7. Dead Fox
8. Nobody Really Cares if You Don't Go To The Party
9. Debbie Downer
10. Kim's Caravan
11. Boxing Day Blues



Menções honrosas;


E aqui vai o link para todas as listas de final de ano internacionais.


E chegamos ao final da primeira parte da retrospectiva do ano no Desconstruindo o Pop!. Semana que vêm, as segundas partes da lista com as bandas novas do ano e com as músicas de 2015. Além de um apanhado de shows que passaram por aqui. Feliz Natal a todos e obrigado por acompanharem o site.

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